quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

EUROLIGA DE BASKET - OS GRUPOS SÃO DEFINIDOS E TORNEIO TEM SEGUIMENTO


Definidos os 16 clubes que seguem no torneio e os grupos  E e F são formados com 8 times:

GRUPO E                                                                  GRUPO F
Real Madri  (1A )                                                    CSKA Moscou ( 1 A)
Maccabi ( 2 B )                                                        Fenerbahce  ( 2 C )
Panathinaikos  ( 3 C )                                              Laboral Kutxa  ( 3 D )
Galatasaray ( 4 D )                                                  Nizhny Novgorod ( 4 A )
Barcelona ( 1 C )                                                     Olympiacos  Piraeus ( 1 D )
Crvena  Z vezda ( 2 D )                                           Anadolu Efes ( 2 A )
Zalgaris Kaunas ( 3 A )                                           Unicaja Malaga ( 3 B )
Alba Berlin ( 4 B )                                                   EA7 Milan ( 4 C )

A  próxima rodada tem inicio dia 30 com duas partidas. Os demais jogos serão no dia 02 de janeiro.  Com certeza o equilíbrio nas partidas será   a grande marca nesta etapa.
Barcelonaa, Real Madri, CSKA e Olympiacos são os favoritos a ficarem entre os quatro primeiros das oito equipes que devem se classificar para a próxima fase que serão os play-offs.                                   


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

EUROLIGA DE BASKET - ÙLTIMA RODADA DEFINI AS 16 EQUIPES QUE SEGUEM NA COMPETIÇÃO



No grupo A-  As equipes Unics Kazan (5-4), Zalgaris Kaunas (4-5) e Nizhny Novgorod ( 4-5) brigam por 2 vagas. Real Madri  e Anadolu Efes já tem vaga varantida.

No grupo B - CSKA (9-0), Maccabi Tel Aviv (6-3), Unicaja Malaga (4-5) e Alba Berlin (4-5) são as 4 equipes classificadas.

No grupo C - Barcelona (8-1), Fenerbahce Istanbul (7-2), Panathinaikos  Atenas (5-4) e EA& Milan (4-5) também já garantiram suas vagas aos top 16.

No grupo D - Olympiacos Piraeus (8-1), Crvena Belgrado (5-4), Laboral Kutxa (5-4) já estão classificados. A quarta e útima vaga será disputada pelas equipes do Galatasaray Istambul (3-6) e Neptunas Klaipeda (4-5).

As16 equipes classificadas formarão mais 2 grupos: E e F e jogarão entre si em formato de turno e returno somando mais  14 jogos dentro de sua chave.

As 8 melhores equipes,( 4 melhores de cada grupo) partirão para os play-offs na fase seguinte.



Na foto o armador Milos Teodosic do Invicto CSKA Moscou

sábado, 13 de dezembro de 2014

EUROLIGA- A BRIGA ESQUENTA PARA ÚLTIMAS VAGAS AO TOP 16

A nona rodada da Euroliga de Basquete definiu mais alguns times que seguem para os play-offs nos top 16. A grande surpresa da rodada foi a derrota do Barcelona para o Fenerbahce, mesmo jogando diante de sua torcida  com o placar de 89 x91. A equipe de Istambul   garantiu sua seqüência para próxima fase com o resultado obtido.



Olympiacos, Real Madri e CSKA líderes em seus grupos venceram e continuam mostrando que são favoritos a chegar no Final Four que será realizado em Madri  em maio de 2015.
Macabbi Tel Aviv e Anadolul Istanbul também garantiram suas vagas para seqüência da competição.

Abaixo a situação de cada grupo e as possibilidades de classificação das últimas equipes em cada chave:

GRUPO A               V D                      GRUPO B          V D                            GRUPO C   V D  
Real Madri               7-2                      CSKA Moscow      9-0                       FC Barcelona       8-1      
Anadolu Istanbul    6-3                      Maccabi Tel Aviv  6-3                       Fenerbahce          7-2
Unics Kazan              5-4                     Unicaja Malaga      4-5                      Panathinaikos     5-4
Zalgaris Kaunas       4-5                      Alba Berlin            4-5                        EA7 Milan           4-5
Nizhny Novgorod    4-5                      Cedevita Zagreb     2-7                      Bayer Munich      2-7
Dinamo Sasari        1-8                        Limoges CSP         2-7                       Turow Zgurzelec  1-8

GRUPO D                V D
Olympiacos                8-1
Crvena Belgrado       5-4
Laboral Vitoria          5-4
Neptunas Klaipeda  4-5
Galatasaray               3-6
Valencia Basket        2-7

 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

DIÁRIO DE BORDO - VIAGEM PARA ARGENTINA 5

O último dia de atividades aqui em Buenos Aires começou com a passagem de vídeo para a equipe e com a definição do que seria feito diante da equipe de Lanus no segundo jogo da LNB. A equipe do Obras ganhou facilmente o primeiro jogo mas, todos nós, sabíamos que jogando na casa do adversário o time não teria moleza. Esse formato que os argentinos definiram para o começo da Liga foi interessante. Todos os dias na TV passaram jogos de adversários da mesma cidade  ou região com grande rivalidade entre si. Todos os times se enfrentaram nas 2 primeiras rodadas e depois seguiram num formato normal de todos contra todos em turno e returno.
A tarde tomei um café com Carlos Duro, conversamos sobre basquete, carreira de técnico, mercado brasileiro e argentino.
As 18 hr fui para o clube do Obras. A saída da equipe estava marcada para 18:30 hr e o  assistente Marcelo iria de carro, me levaria e também Avi Even do Maccabi. O Obras fica na zona norte da cidade, enquanto o Lanus na zona sul. O translado demorou  1 hora e 30 minutos, nada diferente de São Paulo numa sexta em horário de pico.


Chegamos no clube e, como o jogo seria transmitido pela tv, tínhamos tempo sobrando, pois a rodada da tv é sempre as 22 hr. Eu e o Avi fomos à um Café, batemos um papo muito legal sobre basquete na Europa, no Brasil, enfim, como era o mercado e como funcionava. Avi é um ex-técnico do Maccabi e tem a função de olheiro. Conhece e identifica atletas promissores que podem ser interessantes para seu clube.
Partimos para o jogo sem nenhuma novidade. 
No primeiro tempo, um jogo mais equilibrado com ligeira vantagem do Obras, no segundo tempo, a equipe manteve e abriu ainda mais a distancia no placar,  terminando com quase 20 pontos de vantagem.
Depois do jogo, Marcelo, Julio, Ivan, Avi e Eu fomos jantar. Numa conversa, meio em inglês e meio em espanhol, muitas coisas foram abordadas, confesso que voltei a me motivar e pensar nos meus objetivos principais quando decidi ser técnico de basquete.
Depois dessa semana em um território neutro, convivendo com pessoas que trocaram experiências e informações comigo, percebo que tudo é possível, que minhas convicções são próximas as de pessoas que tiveram sucesso no meio e que estou apenas no começo da minha trajetória na minha carreira de técnico de basquetebol.
Deixo um agradecimento a todos envolvidos, principalmente ao Maxi, Julio Lamas e Carlos Duro.
Obrigado por acompanharem o Blog nesta jornada.
Fui...


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

DIÁRIO DE BORDO - ARGENTINA DIA 4

       
Com a folga do time do Obras  nesta manhã de quinta feira, aproveitei para falar com a família, por Skype, e  ver o que estava acontecendo no Brasil, as noticias de esporte, política e cotidiano.
Havia combinado, no dia anterior, de almoçar com o amigo Maxi Stanic, assim, nos encontramos às 13 horas, fomos almoçar e colocar o assunto em dia.
 Maxi é um cara especial, nos demos muito bem quando eu o chamei para jogar no time que dirigia, desde então, mantemos contato.
 Quando estávamos  na sobremesa, um outro amigo, Carlos Duro, técnico que  já trabalhou por vários anos no Brasil e que, na última temporada, dirigiu a equipe do Boca Juniors , se juntou a nós no bate papo.

Carlos Duro levou uma nova visão de preparação para os jogos,  quando estava no Brasil trabalhando como assistente de Hélio Rubens e Flor Melendez.

 Após uma conversa agradável, nos dirigimos para uma reunião informal, com o vice presidente de operações do Maccabi  Tel  Aviv que, após os jogos contra o Flamengo no Rio de Janeiro, passou por São Paulo e, em seguida, veio para Buenos Aires  observar o mercado no País.
As 17:30 hr , já estava no ginásio e me juntei à comissão da equipe para assistir o vídeo que havia sido editado por Ivan.
 Comentei um detalhe que percebi sobre a defesa no jogo anterior e trocamos idéias sobre o que poderia acontecer no jogo de sexta, contra o próprio Lanus.
Após a passagem do vídeo e tudo o que seria feito no treinamento ser passado aos atletas, fomos para a quadra.

Uma hora de treinamento foi o suficiente para o time manter o ritmo, a equipe ainda tem muito a evoluir e todo tempo que puderem estar na quadra é importante nesse momento.
Fim das atividades, nesse penúltimo dia, me dirigi ao hotel.
 A saudade de casa começa a apertar.

Fui...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

DIÁRIO DE BORDO - ARGENTINA DIA 3



O dia começa e sigo  para o Ginásio do Obras.
 Estava combinado  para as 10 30hr a reunião que definiria o esquema tático da equipe para o jogo de estréia, Obras x Lanus.
 Julio e Ivan definiram juntos como seria a defesa em  cada situação de ataque da equipe do Lanus.
Depois de conversarmos um pouco sobre Coaching, Ivan chamou os atletas  para a sala de vídeo. A edição mostrava 4 ou 5 ações ofensivas de cada atleta,  Julio e Ivan comentaram as características de cada atleta. Após o vídeo, foi mostrado o esquema defensivo do time, que estava anotado num quadro branco .
Partimos para quadra e houve um pouco de bandejas, arremessos em movimento e,  depois, algumas movimentações do time adversário foram mostradas e o que seria melhor fazer  nas trocas,  seguir o atacante nos picks, enfim, igual ao que fazemos no Brasil.

Mais um pouco de arremesso e todos partiram para descansar.
Julio e eu fomos almoçar num restaurante do bairro Nunez, alias, este bairro onde está o clube do  Obras  é muito agradável, uma bonita parte da cidade de Buenos Aires que vale a pena conhecer.
 Entre muitas  coisas que conversamos, disse a ele, Julio, que o mercado brasileiro está melhor que o argentino e que ele deveria pensar em ir atuar no Brasil.
A tarde descansei e as 19:15 hrs parti para o ginásio do Obras, onde ocorreria o jogo Obras x Lanus.
 O tempo virou, com a brusca queda da temperatura,  estava gelado para  andar pelas ruas.

Alguns dirigentes de clubes no Brasil deveriam  ver como a estrutura para uma partida nos clubes da Argentina é montada.
 Várias pessoas trabalham para tudo dar certo.
 O marketing do clube estava presente em peso, alias, acompanham  todos os treinos da parte da tarde, trabalhando na beira da quadra.
 Dois telões de led mostram imagens do aquecimento e dos torcedores.
 Na hora da apresentação  da equipe as luzes se apagam, canhões de luzes  iluminam cada atleta do clube que é anunciado, ao mesmo tempo, nos telões, a foto com o nome dos atletas são mostradas.
 No final da apresentação,  o mascote do time  entra e agita a galera ao som de muito Rock and Roll.

No primeiro quarto do jogo as equipes  estavam um pouco travadas,o que é normal para uma estréia. O jogo ficou equilibrado  e acabou 22 x 19 para o Obras.
 A partir do segundo quarto a equipe da casa conseguiu impor melhor ritmo e qualidade de jogo, abrindo larga diferença.
 O 1° tempo terminou  50 x 31 para equipe do Obras.
No 2° tempo nada de novidades, o placar seguiu se distanciando a favor da equipe da casa.
 O jogo terminou, com o seguinte placar: Obras 93 x 56 Lanus.
 Após o jogo voltei para o hotel satisfeito  com o que vi.
 Além do frio e  caminhada  rápida para esquentar o corpo, só pensava chegar no quarto quente, pedir uma pizza, uma cerveja e falar com a patroa.

Fui...

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

DIÁRIO DE BORDO - ARGENTINA DIA 2


Meu terceiro dia em Buenos Aires e, segundo,  acompanhando a equipe do Obras, foi tranquilo na parte da manhã pois não houve treino .
 Na parte da tarde  fui mais cedo para o clube acompanhar  o treino da equipe sub-17. O time estava incompleto e o técnico dividiu a equipe em 2 grupos  para treinos de movimentos específicos.  Os detalhes são passados e cobrados em cada exercício, tanto no posicionamento dos pés, nas fintas e finalizações.

Perto das 17 hrs fui para o café da academia e me encontrei com a comissão técnica. Estavam discutindo sobre o treinamento passado. Situações defensivas preocupavam mais. Fiz perguntas e mostrei  situações que usava de acordo com os adversários.  




Eu, Julio, Ivan e Marcelo

Partimos para o ginásio e todos os atletas já estavam arremessando  meia hora antes do treino começar. Numa equipe nova, com vários atletas jovens  e que acabaram de chegar no clube, esse tipo de postura e atitude ajuda muito.
Situações de zona e individual foram treinadas, um longo treino de quase 2 horas. Julio se irritou um pouco com a postura do time, falando que estavam treinando com o freio de mão puxado.  Olhando de fora percebi que a ansiedade da estréia e de tentar se preservar  foram os motivos dessa postura, mas nada que uma boa bronca não resolva.  Ao final do treinamento entrevistas e matérias foram gravadas por Julio e alguns atletas.



Amanhã  será um dia com bastante atividades. Na manhã terá a preparação  do jogo, definindo o esquema defensivo,  a passagem do  vídeo editado do jogo do time adversário, combinações de trocas e posicionamentos em relações  ao adversário.
Termino a noite comendo um belo nhoque  4 queijos com “papas  fritas”,  num restaurante na frente do clube, o  Rojo e Negro (vermelho e preto) , esse nome deve ser porque o estádio do River Plate  é aqui perto.
Fui...


terça-feira, 30 de setembro de 2014

DIÁRIO DE BORDO - ARGENTINA DIA 1

Segunda - feira começou cedo, as 7 30 hr sai para ir ao centro da cidade para trocar dólares. Essa é uma missão que você tem que ter uma pessoa local de confiança para fazer pois senão você vai perder dinheiro. O peso em relação ao dólar se desvaloriza a cada dia.




Após essa missão que foi tranquila,  graças ao novo amigo Juan Pablo, um taxista ex- jogador de basquete, fui direto para o Club Obras Sanitarias afim de me encontrar com a comissão técnica e começar  a sentir a preparação da equipe para a estréia na LNB. O Obras joga contra a equipe do Lanus  amanhã (1/10) em seu ginásio. O primeiro a chegar foi o coordenador  da base Marcelo Tavnik. Ele é o segundo assistente de Lamas na equipe. Neste último domingo o time sub-19 do Obras foi vice-campeão nacional, mostrando a força de suas equipes de formação.  Logo após, chegaram  Julio e  seu assistente Ivan Nadnudel. Depois de uma  breve conversa, fomos para um café que fica na academia do clube e lá Ivan mostrou a programação semanal para a aprovação de  Julio. Após isso, os treinos da manhã e da tarde foram planejados minuto a minuto. Entre uma pausa e outra Julio me perguntava se eu compreendia quando eles falavam rápido, eu disse que um pouco, principalmente os termos de basquete. Ele me revelou que está querendo implantar mais velocidade no jogo de sua equipe porque os argentinos chegam muito lentos no ataque mas sem loucura, como no jogo brasileiro, que no primeiro passe já vão pra cesta com chutes de 3 pontos.
Após a reunião fomos para o ginásio e tudo o que foi programado foi posto em prática.
Na parte da tarde cheguei  2 horas antes do treino da equipe adulta  para poder acompanhar a base, mas houve folga geral nesta segunda. Então, encontrei Marcelo e conversamos bastante sobre a base e as diferenças nos 2 países. Na Argentina só existem times de idades impares: sub-13,15,17,19 já no Brasil: sub-12,13,14,15,16,17,19. Na Argentina a maioria dos clubes tem essas categorias dobradas. Uma equipe competitiva (Federação), outra social ( para eventos dos clubes). Já no Brasil, somente há times federados ou, então, em festivais populares que na maioria não tem vínculo com a federação ou confederação.
Após um tempo, Julio chegou e pudemos falar dos investimentos feitos nos dois países. Se alguém acha que pode reclamar dos times no Brasil e de suas verbas, não sabe como está difícil fazer basquete por aqui. A equipe que tem o maior investimento hoje tem 1,5 milhão de dólares na temporada. Já no Brasil, esse valor corresponde  a equipes que brigam pelas últimas vagas no play-off do NBB. A falta de ajuda do governo com incentivos fiscais para o esporte dificulta muito. Hoje no Brasil basta as contas do clube estarem no azul e com um bom projeto e um bom marketing que o  incentivo é alcançado para pagar  as despesas pesadas  que a maioria nem sabe que existe.
Partimos para o treino e tive a oportunidade de conversar com Choco, agente de Manu Ginóbili, Scola e Prigioni. Já havia conversado com ele sobre jogadores por e-mail mas foi legal falar pessoalmente. Na verdade, todos sabem que será difícil ter uma nova geração como a que está terminando e que novos talentos estão surgindo. O próprio Julio disse que há uma necessidade imensa de renovação.

Durante o treino pude ver que a diferença na postura entre os atletas argentinos e os brasileiros são grandes. Aqui, ninguém abre a boca para falar, a não ser sobre o que aconteceu nos lances ou para incentivar. Muita concentração para tudo o que é pedido, foco é a palavra que vem a mente.
Conceitos ofensivos, variações de defesa,  opções de transição  para o ataque foram trabalhados. Gostei bastante do que vi.  São os detalhes que vim buscar aqui junto a um técnico que já ganhou 3 vezes o campeonato nacional, dirigiu equipes  do calibre de Tau Ceramica, Lecetum Alicante e Real Madri na Europa, além da seleção Argentina .
E para fechar a noite, dei uma rápida passada na casa de um ex-companheiro de time, o americano Tyler Field, que joguei junto na Ulbra-São Bernardo em 2007, além de uma excursão para Espanha em 2005 pela Rio-Telemar. Lá estava um amigo, o atleta Maxi Stanic. Dia proveitoso, noite agradável e ainda tem o primeiro jogo da LNB na tv.
Fui...


domingo, 28 de setembro de 2014

VIAGEM PARA ARGENTINA

                

A partir de hoje começo a escrever minhas experiências  em terras Argentinas. Logo após minha saída da  S .E .Palmeiras  decidi fazer uma viagem para uma reciclagem.  Escolhi o país que domina a América Latina na modalidade  há quase 2 décadas e sua seleção Nacional  adulta  ocupa o 3° posto no ranking mundial e foi campeã Olímpica em 2004 e vice- campeã mundial em 2002 com uma geração de craques que brilharam e brilham nas principais equipes da Europa e NBA. 
No último mundial terminado neste mês de setembro  mais um ciclo foi encerrado. Alguns de seus principais jogadores com certeza não defenderão  as cores da celeste nos próximos torneios.  Mas isso não é motivo de desespero, pois uma nova geração de atletas com futuro promissor está chegando. Além do armador Facundo Campazzo (23), Matias Bortolin(21) e Tayavek Gallizzi(21) que já tiveram a experiência de compor o grupo principal de jogadores do país nesta Copa do Mundo de Basquete , com certeza vão abrir espaço para novos jovens ocuparem as vagas que serão deixadas pelos ídolos da geração dourada.
E nada melhor que acompanhar durante 1 semana a equipe do Obras Sanitárias que tem o treinador atual da seleção principal, o técnico Julio Lamas, (tive a oportunidade de trabalhar numa pré-temporada do Basquete Argentino por pouco mais de 1 mês no ano de 1992 na equipe do Olimpia da cidade de Venado Tuerto) e que tem uma boa estrutura em sua base nas categorias menores.

O objetivo é observar como é feito o trabalho na base e claro na equipe adulta, que estréia na LNB na próxima quarta feira contra a equipe do Lanus, além de ver como o clube desenvolve sua estrutura em torno da modalidade.
Tenho certeza que será gratificante poder  ver de perto o trabalho de Lamas, trocar idéias, conceitos, jogadas em situações, enfim, crescer profissionalmente.
A proposta aqui no blog é fazer um diário de viagem e colocar meu ponto de vista sobre as diferenças, padrões e situações do nosso basquete com o dos hermanos.

Espero que gostem!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O BASKET NO BRASIL

Quem de nós que amamos, vivemos e trabalhamos com o basquete não se decepcionou profundamente com o fiasco que aconteceu com a seleção masculina adulta nessa semana durante os quatro jogos da primeira fase da Copa - América, que classificava para o mundial?
A grande pergunta que fica quando vemos uma seleção adulta nacional fracassar é a seguinte: Como realmente é feito o basquete no Brasil?
Se observarmos os recentes resultados de seleções de base veremos que regride a passos largos. Nos últimos meses a seleção sub-17 ficou em 3° lugar no Sul Americano, a sub 19 ficou em 10° no Mundial, ano passado a sub 15 ficou em 4° no Sul Americano e perdeu um ciclo de experiência internacional importante para a geração. E sem falar nos últimos anos, tantos e tantos torneios que mostram nitidamente que nosso basquete regride, perde força, perde moral e cada vez mais fica sem identidade.
O fiasco dessa Copa América da seleção adulta faz definitivamente com que as pessoas que amam e trabalham diretamente com a modalidade fiquem incomodadas e reflexivas. Onde está o real problema?
Levanto algumas questões que englobam essa pergunta:

- Magnano é realmente um super técnico?
- A CBB continua a mesma depois que Grego saiu?
- Em que realmente a ENTB tem colaborado com o crescimento do basquete?
- Qual a parcela de culpa dos clubes e federações nesse caos instalado?

Vou colocar minha visão sobre cada tema e afirmo que não sou dono da verdade e da razão, mas também não sou um leigo qualquer, que cai de pára-quedas num assunto.

-Ruben Magnano foi sim importante para uma mudança de postura nos atletas que sempre desrespeitaram a seleção. Os mesmos que pedem hoje dispensa, também já pediram antes em outras oportunidades e que com outros técnicos à frente da seleção, faziam dezenas de baladas em época de treinamento e preparação dos torneios, mesmo durante as competições, viram que com Magnano a coisa seria diferente nesse ponto, ou assumiam sua parte ou  ficavam de fora e encaram as conseqüências.
Mas vendo os últimos jogos da seleção, que não teve padrão tático nenhum, jogadores mal escolhidos nas posições, falta de motivação, começo a pensar que aquela geração argentina de Manu Ginobilli  e  companhia, faria 70% dos técnicos argentinos que dirigissem a seleção nacional, no mesmo período que Magnano dirigiu, um super técnico.
E não vou nem entrar no mérito de que tudo sempre foi feito com portas fechadas, com mil segredos, sem informações para imprensa e sem microfones no tempo técnico.

- Sim a CBB continua a mesma, pois Carlos Nunes já fazia parte da turma do Grego durante os oito anos que ele esteve à frente da CBB. A vinda de ex-atletas para a coordenação das seleções melhorou muito a relação atletas/CBB. Vanderlei e Hortência, bem ou mal, falavam a língua dos atletas e levaram sua vivencia para os comandantes, sendo um canal nesta relação.
Agora, se a administração continua ruim, dividas e mais dividas impedem jogos e torneios amistosos internacionais para desenvolvimento de jovens promessas nas seleções da base e para os técnicos que fazem parte dessas seleções,  podemos concluir que nada mudou. É a mesma visão antiga do pensamento mesquinho e preocupação com o bolso, cargo, viagens, regalias e poder.
Além de falta de organização com campeonatos internos como os brasileiros de base. Como uma seleção brasileira pode ser formada antes de um brasileiro da categoria acontecer? Isso acontece com freqüência.
Os técnicos do quadro da CBB são obrigados a pedir informações para várias pessoas e convocam os atletas sem nunca terem visto os mesmos jogarem. E com um tempo limitado fica quase impossível cortar e reconvocar outros atletas. Também temos visto no quadro da CBB técnicos de federações, onde existe um número muito reduzido de equipes e jogos, e que além de estarem longe do grande centro do basquete, São Paulo, ficam com pouco ritmo de jogos pegados e próximos da realidade da pressão exercida nos torneios internacionais.

- Na minha  opinião, os cursos da ENTB( Escola Nacional de Treinadores de Basquete) teriam que ser gratuitos. Digo isso porque os treinadores, professores e estudantes que querem aprender, reciclar e trocar informação com técnicos mais experientes têm que se locomover, se hospedar, se alimentar e pagar um valor de 400 reais para um curso de quatro dias. Todos falam de massificar a modalidade e através dessa escola, a meu ver, poderíamos ter conceitos pré-definidos por um grupo de técnicos escolhidos a dedo. Esses conceitos seriam passados para todos os técnicos no curso e trabalhados em clubes e escolas. Aí vão dizer : todos vão ficar iguais? Em alguns conceitos sim, pois os atletas poderiam visualizar uma chance real de chegar numa seleção nacional de sua categoria, e os conceitos trabalhados no clube, também seriam os que eles encontrariam nas seleções. Em relação aos técnicos, cada um põe seu tempero e conhecimentos em áreas técnicas e táticas que ficariam em aberto. Mas nada disso deve passar pela mente das pessoas que estão no comando.

- As federações e clubes têm rivalidade com a CBB e dependendo dos imortais que estejam no cargo da presidência, uma boa relação entre federação e CBB é algo quase impossível de acontecer. Quem sai perdendo é a modalidade, pois na guerra política e pessoal nada é feito pelo bem do basquetebol brasileiro.
Mentes pequenas e ambiciosas continuam a frente dos comandos, estatutos e brechas em leis são mudadas para a perpetuação dos mesmos.


Esse é só um pequeno esboço da minha visão sobre estes aspectos. Claro que existem dezenas de situações a serem levantadas, mas para começar a discutir sobre o que podemos mudar, estes temas já dão muito pano pra manga.
Enquanto não falarmos o que enxergamos, enquanto ficarmos quietos, aceitando tudo o que acontece, teremos sempre esses momentos de frustração e revolta com as pessoas que estão, no momento, no comando. Entrar em ação é obrigação de quem se diz amante do basquete brasileiro.


sábado, 22 de junho de 2013

DEFESA ZONA NAS CATEGORIAS DE BASE

Amigos do Blog, depois de um tempo afastado, um tema me chamou muito a atenção nesse primeiro semestre. resolvi escrever e dar minha opinião sobre o assunto, até porque vivo no dia a dia com minha equipe do sub 14.
A defesa por Zona:
Há alguns anos a Federação Paulista de Basket tinha erradicado a defesa por zonas das categorias menores que vão até o sub - 15.
Neste ano de 2013 foi novamente liberada, sem restrições, em todas as categorias, por pedido dos próprios técnicos, pelo menos da maioria que sentia necessidade de uma mudança no jogo e no ensinamento de seus atletas.
A partir dessa liberação muitos treinadores que foram contra tentaram, a partir de reuniões e conversas ao pé do ouvido, brecar a defesa por zona alegando que isso não traria beneficio algum para os jovens atletas, só faria aumentar o número de arremessos de fora do garrafão e da linha de 3 pontos.


No meu modo de ver, as coisas não são bem assim. A marcação por zona propicia, ao atleta defensor,  novas noções e movimentos que dificilmente a defesa individual pode trazer. Saber marcar seu setor, alertar os companheiros quando os atacantes cruzam de um lado para o outro, trabalhar o bloqueio defensivo em conjunto, fintas para confundir o atacante e poder cortar um passe são exemplos de atitudes tomadas na defesa por zona que devem ser agregadas ao jogo do atleta, sem falar nas pressões quadra  inteira e meia quadra.
No ataque, não vejo só a possibilidade de chutes de fora do garrafão como a única solução. Atacando contra uma defesa por zona o atleta tem que melhorar a qualidade de seu passe, suas fintas antes de passar a bola, entender que jogar sem a bola e preencher espaços vazios são fundamentais para abrir espaço para os companheiros e para receber um passe em condições de ir para a cesta.
Saber agredir a defesa com dribles para chamar a atenção dos marcadores e abrir brechas para os companheiros também deve fazer parte do jogo ofensivo contra zona. Enfim, motivos não faltam para que essa ferramenta que faz parte do jogo e é importante para se mudar o ritmo do adversário, seja sim, muito bem vinda novamente às quadras Paulistas. Até porque, quando as seleções sub 14, 15 e 16 iam a Campeonatos Brasileiros, havia uma dificuldade enorme por não terem contato com esse tipo de jogo em seus campeonatos no Estado.
Quanto mais tarde se tem acesso a essa informação, mais difícil agregar ao jogo do individuo.
Na  minha opinião pessoal foi ótimo a volta da defesa por zona.
Claro que nas primeiras categorias, Sub 12 e sub 13, poderíamos limitar o uso dessa defesa somente em 1 quarto de cada tempo, para que os garotos e garotas passem por todas as situações dentro de uma partida.


O engraçado nisso tudo é que, até o ano passado, vários técnicos camuflavam dentro da defesa individual uma marcação por zona,  que era algo apelativo pois o atleta não podia flutuar na defesa.
Hoje, em compensação, muitos desses técnicos usam somente a defesa por zona para ter sucesso em seus jogos e isso também com o tempo vai limitar o jogador e seu crescimento.
O bom senso deve prevalecer e claro que o melhor é o atleta passar por todas as situações ao longo dos jogos e da temporada.
É assim que se faz  futuros profissionais com uma boa leitura de jogo, uma qualidade boa nos passes e prontos para todas as variações que seus técnicos possam vir a pedir ao longo de sua vida na modalidade.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

DESTAQUES DAS FINAIS DO PAULISTA SUB-15 MASCULINO

Amigos do Blog Defesa e Ataque, depois de muito tempo sem postar, volto falando sobre os destaques da categoria sub-15 do Paulista de basquete.
Essa faixa etária é curiosa e empolgante, pois o atleta está desenvolvendo força, agilidade, precisão mas também ainda está imaturo para as pressões do esporte competitivo.
Vou destacar 1 jogador de cada equipe que participam das finais, onde nesta quinta-feira (15)  serão disputados os jogos valendo título entre Palmeiras x Paulistano (já classificados para o estadual) e terceiro e quarto lugares entre Metodista x Santos no ginásio do Palmeiras na parte da tarde.

Palmeiras
Henrique Cerimelli - Veste a camisa 14, faz a posição 4 (pivô) com grande desenvoltura. Tem ótima visão de jogo, corta muito bem com as duas mãos, sempre buscando o meio do garrafão para desestabilizar a defesa adversária, seja para finalização ou dar assistência, possui bom chute de média e longa distância além de sempre brigar nas duas tabuas pelo rebote.  

Paulistano
Pedro Paulo - Veste a camisa 21, ele é um pivô que faz tudo. Leva bola para o ataque, mesmo pressionado, Chuta bem de média e longa distância, tem um ótimo corte principalmente em movimento. Conta com uma impulsão privilegiada onde enterra nos contra-ataques e garante vários rebotes para sua equipe.

Metodista
Gabriel Alves - Veste a camisa 10, faz a posição 2/1(escolta), tem boa velocidade nos contra ataques, seus chutes de média distância são efetivos, bom defensor e tem muita garra quando joga.

Santos
Renato Costa - Veste a camisa 14, faz a posição 1 (armador) com maestria. Comanda sua equipe , ótima visão de quadra, leitura e qualidade nos passes. Bom definir nas bolas de média e longa distância.

É uma pena que nessa categoria (aqui em São Paulo) os times ainda não podem utilizar a defesa zona, a dobra no jogador na quadra ofensiva. No próximo ano um mundo de opções vai cair em seus colos e veremos como será a adaptação para o basquete com todas suas variações e complexidades.
Parabéns aos clubes, técnicos, atletas pela temporada!
Quem puder, vá conferir. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

QUAL SEU NÍVEL DE SATISFAÇÃO IV - EQUILÍBRIO EMOCIONAL

Olá amigos do Blog, depois de um tempo sem postar, devido a correria do dia a dia, volto a abordar o assunto do Coaching para atletas dentro da ferramenta Nível de Satisfação. Hoje o assunto é sobre Equilíbrio Emocional. tão importante ao atleta quanto a preparação física, técnica e tática. O equilíbrio emocional é fundamental nos momentos de pressão que o atleta passa durante treinos, torneios curtos e campeonatos longos.

Equilíbrio emocional = Ponderação, calma, prudência: equilíbrio de espírito.

Dentro desse tema falarei, especificamente, sobre o acontecido no Sul-Americano de Basquetebol da categoria sub-15 que aconteceu recentemente no Uruguai, onde as seleções brigavam por 3 vagas para a Copa América do ano que vem.
Fiquei sabendo, através de uma pessoa que fazia parte da comissão, não vou citar nomes, pois não é o foco do post, que durante a Competição, os atletas brasileiros tiveram problemas emocionais fortissímos, desde a chegada ao Uruguai até os jogos decisivos. Vários garotos começaram a passar mal de nervoso, crises de vômitos, sem explicação e deixando a comissão técnica sem saber como lidar com os garotos, pois a maioria vem de clubes diferentes, muitas vezes, sem um histórico conhecido.


Durante a competição a coisa piorou mais ainda e no jogo decisivo que valia a vaga para o torneio almejado, no intervalo da partida, 6 dos 12 atletas choravam de soluçar, sem motivo aparente. Ora, será que esses meninos foram pegos de surpresa? Não sabiam da real responsabilidade que envolvia o torneio? Como será o dia  a dia desses garotos nos seus clubes?
 A maioria desses garotos são tratados por seus parentes, amigos e clubes como se já fossem craques, como se já tivessem com o futuro garantido dentro da modalidade.
Acontece que, no caminho para se tornar um profissional com uma carreira sólida, existem vários tipos de situações difíceis, que requerem dos atletas equilíbrio emocional. 
Neste caso, o desequilibrio emocional foi um dos fatores que resultou na quarta colocação no torneio e tirou a sequência de um trabalho, pelo menos desta geração, em seleções, por um bom tempo.
Dentro do processo de Coaching, através de ferramentas poderosas e uma metodologia com comprovação científica, o próprio individuo se auto-analisa e percebe seus pontos fortes e fracos e o que precisa ser trabalhado para se fortalecer.
Espero que, muito em breve, os clubes, entidades, federações e confederações percebam e busquem o auxílio dos profissionais desta área, para ajudar na formação dos seus atletas, dando força, motivação, traçando objetivos e alcançando metas definidas.




terça-feira, 17 de abril de 2012

O QUE ACONTECE EM UBERLÂNDIA??

Mais uma vez aconteceu. Uma demissão sem explicações. O técnico da equipe de Uberlândia, Miguel Volcan, foi dispensado num momento decisivo do campeonato nacional, a fase dos playoffs.
Será que a derrota para o Tijuca no primeiro jogo da série na casa do adversário foi o suficiente para demissão do técnico uruguaio? Será que a equipe de Uberlândia não tem condições de reverter a série e passar para a próxima fase?
Claro que tem, mas com certeza mais uma vez falou mais alto a falta de postura e inteligencia de quem comanda e está por trás dos interesses dessa equipe.
Quem não se lembra da demissão sem explicações do técnico Ratto no final da fase de classificação do NBB do ano passado? A equipe estava em quinto lugar na tabela e ainda pleiteava uma vaga na Interligas. Ai contrataram o técnico Chui. E novamente sem motivos, aconteceu de novo. Ele foi dispensado antes do começo do NBB 2012, após ser campeão mineiro.

São por essas e outras coisas que nosso basquete sempre perde espaço na mídia, perde na popularidade para o voleibol, que está anos-luz a frente em organização, marketing e divulgação. Não só o vôlei mas várias outras modalidades aparecem e dão mais resultados para seus patrocinadores, do que nosso basquetinho.
Muitos não tocam no assunto pois não querem se ``queimar´´. Outros se fazem de cegos, pois é mais fácil calar e com certeza pensam -``talvez sobre uma boquinha lá pra mim´´.
Enquanto a mentalidade e a desunião da classe dos técnicos e atletas da modalidade for a mesma, continuaremos engatinhando e submissos à pessoas, como essas, que estão no comando de uma equipe de ponta e referencia num estado como Minas Gerais.
Parabéns a todos nós!!!!!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

QUAL SEU NÍVEL DA SATISFAÇÃO II

O segundo item que vou desenvolver nos posts sobre o PPC (Personal e Professional Coaching) para atletas, fala sobre o Desempenho.


DESEMPENHO = Ato ou efeito de desempenhar; cumprimento, exercício, execução.
Muitos atletas questionam seu próprio desempenho durantes as competições. Muitas vezes foram muito bem nos treinos, na preparação para uma competição ou mesmo durante uma pré-temporada, mas, quando chega  a época dos jogos, torneios, disputas, não conseguem repetir o mesmo desempenho que tiveram na fase de preparação.





O que pode estar acontecendo com esses atletas?
Confiança, foco, motivação, o que falta para esses atletas renderem o seu máximo nas competições? Através de ferramentas específicas e poderosas, o Coaching faz com que esses atletas percebam, por si mesmo, onde estão falhando, quais são seus pontos fracos a serem melhorados e trabalhados para que todo seu potencial apareça, possa ter sucesso e o reconhecimento desejado em sua profissão.
Através de uma metodologia, com comprovação científica, o processo do Personal e Profissional Coaching pode beneficiar um individuo ou uma equipe. Através dos itens do Nível de Satisfação, voltado para atletas, pode-se avaliar como andam os objetivos de cada integrante, além dos objetivos em comum que todos esperam alcançar, seja num torneio, num campeonato ou numa temporada inteira.


O Coaching é um processo que visa uma parceria entre o Coach (profissional habilitado) e o Coachee (cliente), busca elevar a performance de um indivíduo aumentando os resultados positivos por meio de metodologias, ferramentas e técnicas cientificamente validadas. É uma assessoria pessoal e profissional que visa potencializar o nível de resultados positivos nas diversas áreas da vida de um individuo, grupo ou empresa.


Você quer aumentar sua Performance e seu Desempenho?
Venha conhecer e evocar sua excelência!!!
Até o próximo post sobre o Coaching para atletas.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

JOSÉ NETO ANALISA JOINVILLE NOS PLAYOFFS

O Blog Defesa e Ataque conversa com José Neto, técnico da equipe de Joinville e assistente técnico da Seleção Brasileira de Basquete. Ele nos conta como foi chegar numa equipe que estava se reestruturando, e como implantou sua filosofia de trabalho.



DefesaeAtaque - Quando o Nbb começou, a Equipe de Joinville estava recém reestruturada. Aos olhos de muitos Não chegaria aos Playoffs.Como vc analisa esse salto de qualidade e crescimento do time dentro da competição?

JoséNeto - Foram vários aspectos que contribuíram para a obtenção deste primeiro objetivo que era de classificarmos para os Playoffs.



- Termos agregado durante a competição alguns jogadores como os dois estrangeiros a equipe: Kojo e Bishop a recuperação de lesão do Tiagão. 

- Melhora da estrutura para a equipe propiciada pela diretoria

- Trabalho integrado com a preparação física com Diego Falcão e Raphael Gonçalves
Sem dúvida, o mais importante foi a aceitação, assimilação e o comprometimento da equipe com uma nova proposta de trabalho.

DA - Como foi pra vc sair de um grande centro de basquete feito São paulo e ir para o interior de Santa Catarina? Como foi sua adaptação ao novo estado?

JN - Eu e minha família fomos muito bem recebidos aqui na cidade. É uma cidade excelente além de que  Joinville não tem nada a perder para boas estruturas de basquete do país. Acredito que além do que já representa para o basquetebol brasileiro, ainda tem muito a crescer. O que mais me estimulou foi perceber a vontade de melhorar e estar muito receptivos e encorajados a superar novos desafios não só na categoria adulta mas principalmente estar vinculado a um trabalho de categorias de base.

DA - O que você espera desse confronto com Limeira nos playoffs? Afinal na fase de classificação seu time venceu em casa e também na casa do adversário.

 JN - Uma série muito difícil! Limeira é uma equipe que tem tradição, tem um técnico excelente e jogadores experientes, que sabem que esta é a hora que vale de verdade. As vitórias do primeiro e segundo turno foram importantes pra que pudéssemos ficar na oitava posição e termos uma "vantagem" de decidir a quinta partida em casa CASO seja necessário. Mais nada. Agora é outra historia. O confronto começa 0x0 e não 2x0. Por isso temos que estar bem preparados para enfrentar uma equipe que foi montada para ficar entre as 4 primeiras posições do campeonato.
Temos uma equipe que esta acostumada a enfrentar dificuldades, pois foi assim durante todo o campeonato. Vamos tentar surpreender. Determinação não vai faltar pra isso.

DA - Limeira costuma jogar com um time mais leve, abrindo muitas vezes 4 jogadores e deixando apenas 1 pivô fixo. Jogar com 2 jogadores mais pesados como Thiagão e Shilton, pode ser uma vantagem, afinal nos playoffs  o jogo tende a ser mais duro fisicamente?

JN - Temos opções de jogar com dois jogadores pesados, como Tiago e Shilton ou José Geronimo, como também temos a opção de jogarmos com 4 jogadores abertos,  com um pivô 4 mais móvel, como o Bishop, Durval e Renato fazendo esta função.


DA -Deixe seu recado aos amantes de basquetebol e principalmente aos torcedores de Joinville.

JN - O Basquete brasileiro tem mostrado que alem de estar no caminho certo, está trilhando por este caminho a passos largos, ou seja, a melhora é evidente. Temos muito a melhorar e crescer, mas já é visível muitas coisas boas. O nível da competição tem melhorado a cada ano. 
Este ano estou tendo a oportunidade de trabalhar em uma equipe que representa uma cidade e sendo assim sinto uma obrigação maior ainda de apresentar um bom trabalho, pois o basquete passa a ser um entretenimento para uma população que vai aos jogos para torcer para sua cidade! A torcida tem apoiado muito a equipe quando jogamos em Joinville, sendo mais um motivo para superarmos as dificuldades apresentadas desde o inicio! Obrigado a cidade de Joinville e a torcida do nosso basquete. Vocês merecem toda a nossa dedicação e esforço! 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

QUAL SEU NÍVEL DE SATISFAÇÃO?

Amigos do Blog Defesa e Ataque, estou começando uma série de posts relacionados ao PPC( Personal e Professional Coaching) onde abordarei vários itens relacionados aos atletas, nicho que pretendo dar mais enfase nesse meu novo trabalho. Claro que trabalharei com pessoas que não são do meio esportivo, mas, nesse caso, os itens que vou abordar no blog estão relacionados diretamente aos atletas e o que pode ser melhorado para seu crescimento dentro de sua modalidade e para o alcance de seus objetivos pessoais e profissionais.
Através de uma poderosa ferramenta que é feita logo na primeira seção para o dia a dia de um atleta, com itens que são fundamentais e que quando percebidos e refletidos, trazem a real noção de como este está se comportando em relação ao seu trabalho, as suas metas e seus sonhos.
O primeiro item que abordarei dentro dessa série é o EMPENHO.


Empenho = ação de se empenhar, esforço, ação energética do corpo ou espirito.
Você, atleta que lê esse post (isso serve também para atletas não profissionais) já parou para pensar e analizar se realmente o nível de empenho que você coloca nas suas atividades diárias são os suficientes para alcançar seus sonhos, metas e objetivos?
O empenho pode ser mensurado? Lógico que pode, afinal você sabe muito bem quando está se dedicando ao máximo nas suas atividades, dormindo  o suficiente para ter uma boa recuperação, se alimentando de forma correta e não desperdiçando tempo e energia com coisas que não estão relacionadas ao alcance de suas metas parciais e principalmente as finais.
O empenho vem junto com o abrir mão de várias coisas que aparecem nas nossas vidas todos os dias, pois a maioria dessas, são sabotadoras dos nossos objetivos, de toda energia que colocamos em nossas atividades, energia que precisa ser renovada diariamente com foco nas metas, não deixando cair em tentações que, somadas a um curto ou médio espaço de tempo, vão tirá-lo do caminho traçado lá atrás.
Pare hoje para pensaram qual o nível de empenho que você tem colocado em suas atividades diárias. Elas, somadas, vão ou não te levar as conquistas que você planejou?
Tenho conversado com atletas de várias modalidades, não só do basquetebol e vejo que a grande maioria não tem a real noção como esse processo de Coaching pode ajudá-los a serem maiores, crescerem como atletas e profissionais.
Procurarei colocar pelo menos um post por semana, relacionado ao Coaching para atletas, para uma maior reflexão dos leitores.
Afinal, o que mais escutamos em competições Mundiais e Olímpicas, é que o atleta brasileiro não tem uma boa preparação psicológica ou mental para suportar essas competições e seus níveis de estress.
Quando você sabe o que quer e caminha passo a passo para chegar lá, você já se preparou para tudo o que pode vir e o processo de Coaching trás a reflexão das situações antes mesmo delas acontecerem.
Pensem nisso.
Até o próximo post sobre o Coaching com atletas.