quarta-feira, 1 de outubro de 2014

DIÁRIO DE BORDO - ARGENTINA DIA 2


Meu terceiro dia em Buenos Aires e, segundo,  acompanhando a equipe do Obras, foi tranquilo na parte da manhã pois não houve treino .
 Na parte da tarde  fui mais cedo para o clube acompanhar  o treino da equipe sub-17. O time estava incompleto e o técnico dividiu a equipe em 2 grupos  para treinos de movimentos específicos.  Os detalhes são passados e cobrados em cada exercício, tanto no posicionamento dos pés, nas fintas e finalizações.

Perto das 17 hrs fui para o café da academia e me encontrei com a comissão técnica. Estavam discutindo sobre o treinamento passado. Situações defensivas preocupavam mais. Fiz perguntas e mostrei  situações que usava de acordo com os adversários.  




Eu, Julio, Ivan e Marcelo

Partimos para o ginásio e todos os atletas já estavam arremessando  meia hora antes do treino começar. Numa equipe nova, com vários atletas jovens  e que acabaram de chegar no clube, esse tipo de postura e atitude ajuda muito.
Situações de zona e individual foram treinadas, um longo treino de quase 2 horas. Julio se irritou um pouco com a postura do time, falando que estavam treinando com o freio de mão puxado.  Olhando de fora percebi que a ansiedade da estréia e de tentar se preservar  foram os motivos dessa postura, mas nada que uma boa bronca não resolva.  Ao final do treinamento entrevistas e matérias foram gravadas por Julio e alguns atletas.



Amanhã  será um dia com bastante atividades. Na manhã terá a preparação  do jogo, definindo o esquema defensivo,  a passagem do  vídeo editado do jogo do time adversário, combinações de trocas e posicionamentos em relações  ao adversário.
Termino a noite comendo um belo nhoque  4 queijos com “papas  fritas”,  num restaurante na frente do clube, o  Rojo e Negro (vermelho e preto) , esse nome deve ser porque o estádio do River Plate  é aqui perto.
Fui...


terça-feira, 30 de setembro de 2014

DIÁRIO DE BORDO - ARGENTINA DIA 1

Segunda - feira começou cedo, as 7 30 hr sai para ir ao centro da cidade para trocar dólares. Essa é uma missão que você tem que ter uma pessoa local de confiança para fazer pois senão você vai perder dinheiro. O peso em relação ao dólar se desvaloriza a cada dia.




Após essa missão que foi tranquila,  graças ao novo amigo Juan Pablo, um taxista ex- jogador de basquete, fui direto para o Club Obras Sanitarias afim de me encontrar com a comissão técnica e começar  a sentir a preparação da equipe para a estréia na LNB. O Obras joga contra a equipe do Lanus  amanhã (1/10) em seu ginásio. O primeiro a chegar foi o coordenador  da base Marcelo Tavnik. Ele é o segundo assistente de Lamas na equipe. Neste último domingo o time sub-19 do Obras foi vice-campeão nacional, mostrando a força de suas equipes de formação.  Logo após, chegaram  Julio e  seu assistente Ivan Nadnudel. Depois de uma  breve conversa, fomos para um café que fica na academia do clube e lá Ivan mostrou a programação semanal para a aprovação de  Julio. Após isso, os treinos da manhã e da tarde foram planejados minuto a minuto. Entre uma pausa e outra Julio me perguntava se eu compreendia quando eles falavam rápido, eu disse que um pouco, principalmente os termos de basquete. Ele me revelou que está querendo implantar mais velocidade no jogo de sua equipe porque os argentinos chegam muito lentos no ataque mas sem loucura, como no jogo brasileiro, que no primeiro passe já vão pra cesta com chutes de 3 pontos.
Após a reunião fomos para o ginásio e tudo o que foi programado foi posto em prática.
Na parte da tarde cheguei  2 horas antes do treino da equipe adulta  para poder acompanhar a base, mas houve folga geral nesta segunda. Então, encontrei Marcelo e conversamos bastante sobre a base e as diferenças nos 2 países. Na Argentina só existem times de idades impares: sub-13,15,17,19 já no Brasil: sub-12,13,14,15,16,17,19. Na Argentina a maioria dos clubes tem essas categorias dobradas. Uma equipe competitiva (Federação), outra social ( para eventos dos clubes). Já no Brasil, somente há times federados ou, então, em festivais populares que na maioria não tem vínculo com a federação ou confederação.
Após um tempo, Julio chegou e pudemos falar dos investimentos feitos nos dois países. Se alguém acha que pode reclamar dos times no Brasil e de suas verbas, não sabe como está difícil fazer basquete por aqui. A equipe que tem o maior investimento hoje tem 1,5 milhão de dólares na temporada. Já no Brasil, esse valor corresponde  a equipes que brigam pelas últimas vagas no play-off do NBB. A falta de ajuda do governo com incentivos fiscais para o esporte dificulta muito. Hoje no Brasil basta as contas do clube estarem no azul e com um bom projeto e um bom marketing que o  incentivo é alcançado para pagar  as despesas pesadas  que a maioria nem sabe que existe.
Partimos para o treino e tive a oportunidade de conversar com Choco, agente de Manu Ginóbili, Scola e Prigioni. Já havia conversado com ele sobre jogadores por e-mail mas foi legal falar pessoalmente. Na verdade, todos sabem que será difícil ter uma nova geração como a que está terminando e que novos talentos estão surgindo. O próprio Julio disse que há uma necessidade imensa de renovação.

Durante o treino pude ver que a diferença na postura entre os atletas argentinos e os brasileiros são grandes. Aqui, ninguém abre a boca para falar, a não ser sobre o que aconteceu nos lances ou para incentivar. Muita concentração para tudo o que é pedido, foco é a palavra que vem a mente.
Conceitos ofensivos, variações de defesa,  opções de transição  para o ataque foram trabalhados. Gostei bastante do que vi.  São os detalhes que vim buscar aqui junto a um técnico que já ganhou 3 vezes o campeonato nacional, dirigiu equipes  do calibre de Tau Ceramica, Lecetum Alicante e Real Madri na Europa, além da seleção Argentina .
E para fechar a noite, dei uma rápida passada na casa de um ex-companheiro de time, o americano Tyler Field, que joguei junto na Ulbra-São Bernardo em 2007, além de uma excursão para Espanha em 2005 pela Rio-Telemar. Lá estava um amigo, o atleta Maxi Stanic. Dia proveitoso, noite agradável e ainda tem o primeiro jogo da LNB na tv.
Fui...


domingo, 28 de setembro de 2014

VIAGEM PARA ARGENTINA

                

A partir de hoje começo a escrever minhas experiências  em terras Argentinas. Logo após minha saída da  S .E .Palmeiras  decidi fazer uma viagem para uma reciclagem.  Escolhi o país que domina a América Latina na modalidade  há quase 2 décadas e sua seleção Nacional  adulta  ocupa o 3° posto no ranking mundial e foi campeã Olímpica em 2004 e vice- campeã mundial em 2002 com uma geração de craques que brilharam e brilham nas principais equipes da Europa e NBA. 
No último mundial terminado neste mês de setembro  mais um ciclo foi encerrado. Alguns de seus principais jogadores com certeza não defenderão  as cores da celeste nos próximos torneios.  Mas isso não é motivo de desespero, pois uma nova geração de atletas com futuro promissor está chegando. Além do armador Facundo Campazzo (23), Matias Bortolin(21) e Tayavek Gallizzi(21) que já tiveram a experiência de compor o grupo principal de jogadores do país nesta Copa do Mundo de Basquete , com certeza vão abrir espaço para novos jovens ocuparem as vagas que serão deixadas pelos ídolos da geração dourada.
E nada melhor que acompanhar durante 1 semana a equipe do Obras Sanitárias que tem o treinador atual da seleção principal, o técnico Julio Lamas, (tive a oportunidade de trabalhar numa pré-temporada do Basquete Argentino por pouco mais de 1 mês no ano de 1992 na equipe do Olimpia da cidade de Venado Tuerto) e que tem uma boa estrutura em sua base nas categorias menores.

O objetivo é observar como é feito o trabalho na base e claro na equipe adulta, que estréia na LNB na próxima quarta feira contra a equipe do Lanus, além de ver como o clube desenvolve sua estrutura em torno da modalidade.
Tenho certeza que será gratificante poder  ver de perto o trabalho de Lamas, trocar idéias, conceitos, jogadas em situações, enfim, crescer profissionalmente.
A proposta aqui no blog é fazer um diário de viagem e colocar meu ponto de vista sobre as diferenças, padrões e situações do nosso basquete com o dos hermanos.

Espero que gostem!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O BASKET NO BRASIL

Quem de nós que amamos, vivemos e trabalhamos com o basquete não se decepcionou profundamente com o fiasco que aconteceu com a seleção masculina adulta nessa semana durante os quatro jogos da primeira fase da Copa - América, que classificava para o mundial?
A grande pergunta que fica quando vemos uma seleção adulta nacional fracassar é a seguinte: Como realmente é feito o basquete no Brasil?
Se observarmos os recentes resultados de seleções de base veremos que regride a passos largos. Nos últimos meses a seleção sub-17 ficou em 3° lugar no Sul Americano, a sub 19 ficou em 10° no Mundial, ano passado a sub 15 ficou em 4° no Sul Americano e perdeu um ciclo de experiência internacional importante para a geração. E sem falar nos últimos anos, tantos e tantos torneios que mostram nitidamente que nosso basquete regride, perde força, perde moral e cada vez mais fica sem identidade.
O fiasco dessa Copa América da seleção adulta faz definitivamente com que as pessoas que amam e trabalham diretamente com a modalidade fiquem incomodadas e reflexivas. Onde está o real problema?
Levanto algumas questões que englobam essa pergunta:

- Magnano é realmente um super técnico?
- A CBB continua a mesma depois que Grego saiu?
- Em que realmente a ENTB tem colaborado com o crescimento do basquete?
- Qual a parcela de culpa dos clubes e federações nesse caos instalado?

Vou colocar minha visão sobre cada tema e afirmo que não sou dono da verdade e da razão, mas também não sou um leigo qualquer, que cai de pára-quedas num assunto.

-Ruben Magnano foi sim importante para uma mudança de postura nos atletas que sempre desrespeitaram a seleção. Os mesmos que pedem hoje dispensa, também já pediram antes em outras oportunidades e que com outros técnicos à frente da seleção, faziam dezenas de baladas em época de treinamento e preparação dos torneios, mesmo durante as competições, viram que com Magnano a coisa seria diferente nesse ponto, ou assumiam sua parte ou  ficavam de fora e encaram as conseqüências.
Mas vendo os últimos jogos da seleção, que não teve padrão tático nenhum, jogadores mal escolhidos nas posições, falta de motivação, começo a pensar que aquela geração argentina de Manu Ginobilli  e  companhia, faria 70% dos técnicos argentinos que dirigissem a seleção nacional, no mesmo período que Magnano dirigiu, um super técnico.
E não vou nem entrar no mérito de que tudo sempre foi feito com portas fechadas, com mil segredos, sem informações para imprensa e sem microfones no tempo técnico.

- Sim a CBB continua a mesma, pois Carlos Nunes já fazia parte da turma do Grego durante os oito anos que ele esteve à frente da CBB. A vinda de ex-atletas para a coordenação das seleções melhorou muito a relação atletas/CBB. Vanderlei e Hortência, bem ou mal, falavam a língua dos atletas e levaram sua vivencia para os comandantes, sendo um canal nesta relação.
Agora, se a administração continua ruim, dividas e mais dividas impedem jogos e torneios amistosos internacionais para desenvolvimento de jovens promessas nas seleções da base e para os técnicos que fazem parte dessas seleções,  podemos concluir que nada mudou. É a mesma visão antiga do pensamento mesquinho e preocupação com o bolso, cargo, viagens, regalias e poder.
Além de falta de organização com campeonatos internos como os brasileiros de base. Como uma seleção brasileira pode ser formada antes de um brasileiro da categoria acontecer? Isso acontece com freqüência.
Os técnicos do quadro da CBB são obrigados a pedir informações para várias pessoas e convocam os atletas sem nunca terem visto os mesmos jogarem. E com um tempo limitado fica quase impossível cortar e reconvocar outros atletas. Também temos visto no quadro da CBB técnicos de federações, onde existe um número muito reduzido de equipes e jogos, e que além de estarem longe do grande centro do basquete, São Paulo, ficam com pouco ritmo de jogos pegados e próximos da realidade da pressão exercida nos torneios internacionais.

- Na minha  opinião, os cursos da ENTB( Escola Nacional de Treinadores de Basquete) teriam que ser gratuitos. Digo isso porque os treinadores, professores e estudantes que querem aprender, reciclar e trocar informação com técnicos mais experientes têm que se locomover, se hospedar, se alimentar e pagar um valor de 400 reais para um curso de quatro dias. Todos falam de massificar a modalidade e através dessa escola, a meu ver, poderíamos ter conceitos pré-definidos por um grupo de técnicos escolhidos a dedo. Esses conceitos seriam passados para todos os técnicos no curso e trabalhados em clubes e escolas. Aí vão dizer : todos vão ficar iguais? Em alguns conceitos sim, pois os atletas poderiam visualizar uma chance real de chegar numa seleção nacional de sua categoria, e os conceitos trabalhados no clube, também seriam os que eles encontrariam nas seleções. Em relação aos técnicos, cada um põe seu tempero e conhecimentos em áreas técnicas e táticas que ficariam em aberto. Mas nada disso deve passar pela mente das pessoas que estão no comando.

- As federações e clubes têm rivalidade com a CBB e dependendo dos imortais que estejam no cargo da presidência, uma boa relação entre federação e CBB é algo quase impossível de acontecer. Quem sai perdendo é a modalidade, pois na guerra política e pessoal nada é feito pelo bem do basquetebol brasileiro.
Mentes pequenas e ambiciosas continuam a frente dos comandos, estatutos e brechas em leis são mudadas para a perpetuação dos mesmos.


Esse é só um pequeno esboço da minha visão sobre estes aspectos. Claro que existem dezenas de situações a serem levantadas, mas para começar a discutir sobre o que podemos mudar, estes temas já dão muito pano pra manga.
Enquanto não falarmos o que enxergamos, enquanto ficarmos quietos, aceitando tudo o que acontece, teremos sempre esses momentos de frustração e revolta com as pessoas que estão, no momento, no comando. Entrar em ação é obrigação de quem se diz amante do basquete brasileiro.


sábado, 22 de junho de 2013

DEFESA ZONA NAS CATEGORIAS DE BASE

Amigos do Blog, depois de um tempo afastado, um tema me chamou muito a atenção nesse primeiro semestre. resolvi escrever e dar minha opinião sobre o assunto, até porque vivo no dia a dia com minha equipe do sub 14.
A defesa por Zona:
Há alguns anos a Federação Paulista de Basket tinha erradicado a defesa por zonas das categorias menores que vão até o sub - 15.
Neste ano de 2013 foi novamente liberada, sem restrições, em todas as categorias, por pedido dos próprios técnicos, pelo menos da maioria que sentia necessidade de uma mudança no jogo e no ensinamento de seus atletas.
A partir dessa liberação muitos treinadores que foram contra tentaram, a partir de reuniões e conversas ao pé do ouvido, brecar a defesa por zona alegando que isso não traria beneficio algum para os jovens atletas, só faria aumentar o número de arremessos de fora do garrafão e da linha de 3 pontos.


No meu modo de ver, as coisas não são bem assim. A marcação por zona propicia, ao atleta defensor,  novas noções e movimentos que dificilmente a defesa individual pode trazer. Saber marcar seu setor, alertar os companheiros quando os atacantes cruzam de um lado para o outro, trabalhar o bloqueio defensivo em conjunto, fintas para confundir o atacante e poder cortar um passe são exemplos de atitudes tomadas na defesa por zona que devem ser agregadas ao jogo do atleta, sem falar nas pressões quadra  inteira e meia quadra.
No ataque, não vejo só a possibilidade de chutes de fora do garrafão como a única solução. Atacando contra uma defesa por zona o atleta tem que melhorar a qualidade de seu passe, suas fintas antes de passar a bola, entender que jogar sem a bola e preencher espaços vazios são fundamentais para abrir espaço para os companheiros e para receber um passe em condições de ir para a cesta.
Saber agredir a defesa com dribles para chamar a atenção dos marcadores e abrir brechas para os companheiros também deve fazer parte do jogo ofensivo contra zona. Enfim, motivos não faltam para que essa ferramenta que faz parte do jogo e é importante para se mudar o ritmo do adversário, seja sim, muito bem vinda novamente às quadras Paulistas. Até porque, quando as seleções sub 14, 15 e 16 iam a Campeonatos Brasileiros, havia uma dificuldade enorme por não terem contato com esse tipo de jogo em seus campeonatos no Estado.
Quanto mais tarde se tem acesso a essa informação, mais difícil agregar ao jogo do individuo.
Na  minha opinião pessoal foi ótimo a volta da defesa por zona.
Claro que nas primeiras categorias, Sub 12 e sub 13, poderíamos limitar o uso dessa defesa somente em 1 quarto de cada tempo, para que os garotos e garotas passem por todas as situações dentro de uma partida.


O engraçado nisso tudo é que, até o ano passado, vários técnicos camuflavam dentro da defesa individual uma marcação por zona,  que era algo apelativo pois o atleta não podia flutuar na defesa.
Hoje, em compensação, muitos desses técnicos usam somente a defesa por zona para ter sucesso em seus jogos e isso também com o tempo vai limitar o jogador e seu crescimento.
O bom senso deve prevalecer e claro que o melhor é o atleta passar por todas as situações ao longo dos jogos e da temporada.
É assim que se faz  futuros profissionais com uma boa leitura de jogo, uma qualidade boa nos passes e prontos para todas as variações que seus técnicos possam vir a pedir ao longo de sua vida na modalidade.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

DESTAQUES DAS FINAIS DO PAULISTA SUB-15 MASCULINO

Amigos do Blog Defesa e Ataque, depois de muito tempo sem postar, volto falando sobre os destaques da categoria sub-15 do Paulista de basquete.
Essa faixa etária é curiosa e empolgante, pois o atleta está desenvolvendo força, agilidade, precisão mas também ainda está imaturo para as pressões do esporte competitivo.
Vou destacar 1 jogador de cada equipe que participam das finais, onde nesta quinta-feira (15)  serão disputados os jogos valendo título entre Palmeiras x Paulistano (já classificados para o estadual) e terceiro e quarto lugares entre Metodista x Santos no ginásio do Palmeiras na parte da tarde.

Palmeiras
Henrique Cerimelli - Veste a camisa 14, faz a posição 4 (pivô) com grande desenvoltura. Tem ótima visão de jogo, corta muito bem com as duas mãos, sempre buscando o meio do garrafão para desestabilizar a defesa adversária, seja para finalização ou dar assistência, possui bom chute de média e longa distância além de sempre brigar nas duas tabuas pelo rebote.  

Paulistano
Pedro Paulo - Veste a camisa 21, ele é um pivô que faz tudo. Leva bola para o ataque, mesmo pressionado, Chuta bem de média e longa distância, tem um ótimo corte principalmente em movimento. Conta com uma impulsão privilegiada onde enterra nos contra-ataques e garante vários rebotes para sua equipe.

Metodista
Gabriel Alves - Veste a camisa 10, faz a posição 2/1(escolta), tem boa velocidade nos contra ataques, seus chutes de média distância são efetivos, bom defensor e tem muita garra quando joga.

Santos
Renato Costa - Veste a camisa 14, faz a posição 1 (armador) com maestria. Comanda sua equipe , ótima visão de quadra, leitura e qualidade nos passes. Bom definir nas bolas de média e longa distância.

É uma pena que nessa categoria (aqui em São Paulo) os times ainda não podem utilizar a defesa zona, a dobra no jogador na quadra ofensiva. No próximo ano um mundo de opções vai cair em seus colos e veremos como será a adaptação para o basquete com todas suas variações e complexidades.
Parabéns aos clubes, técnicos, atletas pela temporada!
Quem puder, vá conferir. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

QUAL SEU NÍVEL DE SATISFAÇÃO IV - EQUILÍBRIO EMOCIONAL

Olá amigos do Blog, depois de um tempo sem postar, devido a correria do dia a dia, volto a abordar o assunto do Coaching para atletas dentro da ferramenta Nível de Satisfação. Hoje o assunto é sobre Equilíbrio Emocional. tão importante ao atleta quanto a preparação física, técnica e tática. O equilíbrio emocional é fundamental nos momentos de pressão que o atleta passa durante treinos, torneios curtos e campeonatos longos.

Equilíbrio emocional = Ponderação, calma, prudência: equilíbrio de espírito.

Dentro desse tema falarei, especificamente, sobre o acontecido no Sul-Americano de Basquetebol da categoria sub-15 que aconteceu recentemente no Uruguai, onde as seleções brigavam por 3 vagas para a Copa América do ano que vem.
Fiquei sabendo, através de uma pessoa que fazia parte da comissão, não vou citar nomes, pois não é o foco do post, que durante a Competição, os atletas brasileiros tiveram problemas emocionais fortissímos, desde a chegada ao Uruguai até os jogos decisivos. Vários garotos começaram a passar mal de nervoso, crises de vômitos, sem explicação e deixando a comissão técnica sem saber como lidar com os garotos, pois a maioria vem de clubes diferentes, muitas vezes, sem um histórico conhecido.


Durante a competição a coisa piorou mais ainda e no jogo decisivo que valia a vaga para o torneio almejado, no intervalo da partida, 6 dos 12 atletas choravam de soluçar, sem motivo aparente. Ora, será que esses meninos foram pegos de surpresa? Não sabiam da real responsabilidade que envolvia o torneio? Como será o dia  a dia desses garotos nos seus clubes?
 A maioria desses garotos são tratados por seus parentes, amigos e clubes como se já fossem craques, como se já tivessem com o futuro garantido dentro da modalidade.
Acontece que, no caminho para se tornar um profissional com uma carreira sólida, existem vários tipos de situações difíceis, que requerem dos atletas equilíbrio emocional. 
Neste caso, o desequilibrio emocional foi um dos fatores que resultou na quarta colocação no torneio e tirou a sequência de um trabalho, pelo menos desta geração, em seleções, por um bom tempo.
Dentro do processo de Coaching, através de ferramentas poderosas e uma metodologia com comprovação científica, o próprio individuo se auto-analisa e percebe seus pontos fortes e fracos e o que precisa ser trabalhado para se fortalecer.
Espero que, muito em breve, os clubes, entidades, federações e confederações percebam e busquem o auxílio dos profissionais desta área, para ajudar na formação dos seus atletas, dando força, motivação, traçando objetivos e alcançando metas definidas.